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Dengue

Prefeitura quer multar "criadores" de Aedes

 

A falta de cuidados para evitar a proliferação da dengue vai custar caro ao itabunense. O prefeito José Nilton Azevedo anunciou nesta quarta-feira um projeto de lei que vai enviar para a Câmara aprovar.

 

Ele vai obrigar os proprietários de imóveis a manter seus reservatórios de água cobertos. Segundo Azevedo, o dono do imóvel com tanque descoberto será notificado e, em caso de reincidência, será multado.

 

Azevedo não informou qual será o valor da multa para os desobedientes. O último levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que a maioria dos criadouros do mosquito transmissor da dengue está nas casas.

 

A infestação geral da doença em Itabuna é de 10,7% dos imóveis, mas existem bairros com índice de 35%. Os mais infestados são Maria Pinheiro, Daniel Gomes, Urbis 4, Jaçanã, Ferradas, Nova Califórnia e Santa Inês.

 

Itabuna já notificou mais de 15 mil casos de dengue e registrou nove mortes causadas pela doença. Por causa do alto índice de infestação, o carnaval antecipado de Itabuna não será realizado no próximo ano.

 

De acordo com nossas fontes na prefeitura, a festa será realizada como "micareta do centenário", nos dias 29, 30 e 31 de julho, além de primeiro de agosto de 2010, logo após o dia da cidade (28 de julho).

Fonte:www.aregiao.com.br

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Escrito por Adelson às 9:01 AM [ ] [ envie esta mensagem ] []

 
 

CIÊNCIAS

Desenvolvimento sustentável

Entenda esse conceito

Mariana Aprile*
Imagine que você descobriu uma árvore de frutas deliciosas, como uma macieira. Basta tirar uma maçã, que outras duas nascem. Certo dia, outras pessoas aparecem para pegar as frutas também.

Todos resolvem subir na árvore para colher mais. E quebram seus galhos. A árvore quase morre - e pára de dar frutos. Essa história ilustra o que acontece com a natureza nos dias de hoje.

Os seres humanos usam os recursos naturais como se fossem inesgotáveis. Mas os benefícios da natureza, como a água e o solo (de onde se tiram os alimentos) não são infinitos e podem se esgotar, assim como as maçãs da árvore mágica. Muitas pessoas já sofrem com a falta de água e de alimento. O pior é que em lugares como o Oriente Médio, onde a água é considerada o "ouro azul" por ser escassa, ela pode ser motivo de guerra. Mais um, numa região já tão violenta.

Lotação quase esgotada

A situação do planeta é crítica e por isso mesmo você já deve ter ouvido falar em desenvolvimento sustentável. É o nome que se dá quando você colhe a maçã, mas respeita a árvore e dá tempo a ela para se refazer e produzir mais frutos outra vez. O mesmo se aplica a todos os outros recursos naturais da Terra: deve-se usá-los com sabedoria, para dar tempo à natureza de se recompor. Caso contrário, eles se esgotam, acabam, desaparecem.

O avanço da ciência e da tecnologia trouxe inúmeros benefícios para o ser humano. A medicina moderna, por exemplo, tornou possível o aumento da expectativa de vida - as pessoas vivem mais tempo devido aos remédios e vacinas que curam doenças. Assim, com menos mortes e mais nascimentos na população humana, o resultado é o aumento exagerado do número de pessoas no planeta.

Para se ter uma idéia, no início da Era Cristã a população mundial contava com cerca de 200 milhões de pessoas - e chegou a 1 bilhão por volta do ano 1800, há apenas 200 anos. Então, nas primeiras décadas do século 20, esse número dobrou. No dia 12 de outubro de 1999, nasceu o bebê que inteirou o número 6 bilhões.

A esse aumento considerável da população dá-se o nome de explosão demográfica. Peter Kostmayer, da ONG "Population Connection", afirmou que a taxa de crescimento da população está, de longe, extrapolando nossa capacidade de oferecer empregos, educação, moradia e cuidados médicos. Além disso, está causando tremendos problemas ambientais no mundo - para o planeta e para seus habitantes.

Atualmente, pelo menos uma em cada cinco pessoas é subnutrida - e uma a cada seis não tem acesso à água potável. Com tanta gente, há necessidade de mais alimento, mais água, mais terra para produzir alimentos. Da mesma maneira que um lindo parque fica imundo depois de um feriado cheio de gente jogando lixo em toda parte, o planeta vive uma superlotação de gente, com o conseqüente aumento da produção de detritos e resíduos. Pior: o sistema econômico e de exploração dos recursos naturais atual não permite que a Terra suporte uma população tão grande.

A agricultura e a criação de animais, segundo diversos ecólogos (cientistas que estudam a ecologia), em breve não serão suficientes para alimentar todas as pessoas. E é preciso lembrar ainda dos recursos alimentares dos oceanos, que são limitados - o mar oferece 100 milhões de toneladas de peixes, sendo que o ser humano retira por ano 97 milhões de toneladas para si (quase tudo!).

Então, o ser humano destrói partes da natureza a cada dia, sem se dar conta de que está acabando com elementos necessários à sua própria sobrevivência. É a detruição da árvore das maçãs.

Economia da natureza

Esses problemas levaram, em 1980, à criação de um novo conceito - o desenvolvimento sustentável. Parece um nome difícil, mas é fácil de entender, não é? Trata-se de um conjunto de atitudes e projetos que têm como objetivo utilizar a natureza sem destruí-la. Dando tempo para ela se refazer.

O desenvolvimento sustentável é como se fosse uma "poupança da natureza". Isto é, retira-se uma certa quantidade de recursos naturais, mas se deixa uma quantia suficiente para "render" - no caso da macieira, por exemplo, se as pessoas tivessem uma idéia de desenvolvimento sustentável, elas esperariam a árvore produzir mais frutos, ao invés de arrancá-los todos com aquela pressa danada.

Além disso, se os mesmos indivíduos deixassem uma maçã ou outra no chão, nasceriam mais macieiras, e portanto, haveria mais frutos para as pessoas. Para completar, seria fundamental que ninguém deixasse lixo no solo em volta da árvore, porque isso iria envenenar a terra e impedir o crescimento de novas plantas.

Desenvolvimento sustentável é muito importante. Se todos fizerem sua parte, será possível viver em condições saudáveis, ao invés sofrer num planeta poluído e esgotado de recursos essenciais para todos os seres vivos - você, inclusive.

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Escrito por Adelson às 8:46 AM [ ] [ envie esta mensagem ] []

 
 

QUÍMICA

Pimentas

Estrutura, solubilidade e ardência

 

Júlio C. de Carvalho*
Pimenta é um termo usado para algumas classes de plantas que são usadas não apenas pelo seu aroma e sabor distintos, mas por uma característica ardência. Essa ardência depende da sensibilidade individual aos componentes da pimenta, e também do tipo de pimenta e da sua preparação, que podem influenciar bastante a concentração das substâncias responsáveis pela ardência.

Um método para determinar a ardência é a diluição em água, o que deu origem à unidade Scoville (SHU). As pimentas mais fracas apresentam umas poucas unidades, enquanto as mais fortes podem apresentar valores da ordem de 300.000 a 450.000.

Originalmente, uma unidade Scoville era o volume de água necessário para diluir uma preparação padronizada da pimenta em teste, até que a ardência não fosse percebida. Por exemplo, se um grama de pimenta moída precisa ser diluído em 2 litros de água (2.000 g) para não ser percebida, então sua ardência é de 2.000 SHU. Ou seja, uma pimenta "fraquinha".

No entanto, ainda que se use a mesma pimenta como ingrediente, a ardência de um molho pode ser alta. Vamos ver o porquê.

As duas grandes classes de pimentas são a pimenta-do-reino (Piper nigrum) e as diversas Capsicum (C. anuum, C. baccatum, C. chinense e C. frutescens).

A pimenta-do-reino é conhecida da culinária européia há vários séculos, enquanto as Capsicum, que incluem o pimentão, a pimenta vermelha, a dedo-de-moça, a malagueta e outras, são usadas há séculos nas Américas e foram disseminadas no resto do mundo após a conquista, em meados do século 16, sendo adotadas por cozinhas tão distantes quanto as da Índia e Tailândia. (Em tempo: a "pimenta rosa" é o fruto da aroeira, e não uma pimenta-do-reino madura.)

Voltando, porém, à química...

Piperina e capsaicina

As principais substâncias envolvidas na ardência das pimentas são a piperina (na pimenta-do-reino) e a capsaicina (nas Capsicum):

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A molécula da piperina apresenta, sobretudo, carbonos e hidrogênios, com duas funções éter e uma função amida N,N, di-substituída. Isso quer dizer que a molécula é quase apolar e, portanto, quase insolúvel em água. De fato, é solúvel em éter, álcool, clorofórmio e em solventes apolares. É mais tóxica que o píretro (que é o princípio básico de muitos inseticidas) para moscas domésticas.

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Já a capsaicina apresenta, além de uma função éter, a função fenol e um hidrogênio na função amida - portanto, pode fazer pontes de hidrogênio. Mas isso não é suficiente para torná-la muito hidrossolúvel: quase não se dissolve em água fria, mas dissolve-se bem em álcool, benzeno e clorofórmio.

Quanto à ardência, ambas as substâncias causam estímulos de dor nos neurônios, mas a capsaicina é cerca de 200 vezes mais potente que a piperina.

Solubilidade e ardência dependem da estrutura

Como se pode observar pelas estruturas da piperina e da capsaicina, os grupos mais polares na molécula não dão conta da sua solubilização em água.

Para estruturas orgânicas complexas, é com freqüência difícil prever a solubilidade, mas, de uma forma geral, quanto maior a cadeia carbônica e quanto menos grupos polares, menor é a sua solubilidade em solventes fortemente polares, como a água.

Por outro lado, a ardência das duas moléculas depende do radical vanilil, o que explica porque o gingerol (um dos princípios ativos do gengibre) também é ardido:

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A ardência depende também do resto da molécula, o que vai alterar a ligação a receptores nos neurônios. Concentradas, essas substâncias podem ser bastante desagradáveis, um princípio explorado nos sprays de pimenta.

Fuja das pimentas com óleo

A quantidade de capsaicina presente em uma pimenta pode variar de 0,01 a 1,2% em peso, dependendo da variedade. Apenas uma fração dessa capsaicina se dissolve em um molho ou durante a mastigação, o que torna suportável (para alguns) mastigar uma pimenta vermelha.

Mas, ao preparar molhos de pimenta, pode ocorrer uma concentração da capsaicina: misturando pimenta picada, vinagre, sal e óleo, por exemplo, pode ocorrer que a capsaicina vá se concentrando no óleo - um processo chamado em laboratório de extração. Dessa forma, um molho de uma pimenta mais fraca pode ter uma fase oleosa, na superfície, nada inocente. Por isso, se você não gosta de aventuras, fuja do óleo...

Referências

Para aficionados, há muito material - existe um verdadeiro culto mundial à pimenta. Uma busca na Internet fornece vários sítios interessantes. As referências usadas neste texto foram:
  • Capsicum - pimentas e pimentões no Brasil - para uma idéia da diversidade botânica e genética da planta, bem como dicas de cultivo.
  • The MERCK Índex. 12th ed. New York: Merck Research Laboratories, 1996 - para solubilidades e estrutura.
  • BELITZ H.-D., Grosch W., Schieberle P. Food Chemistry 3rd. ed. Berlin: Springer -Verlag, 2004 - para estrutura e ardência.
  • Fonte: www.uol.com.br

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    Escrito por Adelson às 11:08 PM [ ] [ envie esta mensagem ] []

     
     

    Sociologia

    Ideologia

    Termo tem vários significados em ciências sociais

    Renato Cancian*

    Cazuza trouxe o termo ideologia para a música pop

    Nas ciências sociais, filosofia e áreas afins, o termo ideologia é empregado com muita freqüência. Em uma de suas canções, o músico e letrista brasileiro Cazuza fez uma crítica sagaz à ausência de uma ideologia para seguir nos tempos atuais.

    O verso de Cazuza - "Ideologia. Eu quero uma pra viver"
    - pode ser nosso ponto de partida para perguntar: mas afinal, qual é o significado desse termo e como ele surgiu?

    O conceito ideologia foi criado pelo francês Antoine Louis Claude Destutt de Tracy (1754-1836). Este filósofo o empregou pela primeira vez em seu livro "Elementos de Ideologia", de 1801. para designar o "estudo científico das idéias".

    Destutt de Tracy usou alguns métodos e teorias das ciências naturais (física e biologia basicamente) para compreender a origem e a formação das idéias (razão, vontade, percepção, moral, entre outras) a partir da observação do indivíduo em interação com o meio ambiente.

    Novos significados de ideologia

    Nas décadas seguintes à publicação do livro de Destutt de Tracy, o termo ideologia foi utilizado com outros significados. Ele também reaparece de maneira recorrente nos estudos dos filósofos e pensadores que fundaram a sociologia.

    O francês Auguste Comte, criador da doutrina positivista, compartilha da definição de Destutt de Tracy: a ideologia é uma atividade filosófico-científica que estuda a formação das idéias a partir da observação do homem no seu meio ambiente.

    Por outro lado, o sociólogo francês ÉMILE DURKEIM usa o termo de maneira distinta. Para Durkheim, os fatos sociais são considerados objetos únicos de estudo da sociologia. Na perspectiva durkheimiana, as idéias e valores individuais (ou seja, a ideologia) são irrelevantes porque os fatos sociais são manifestações externas, isto é, estão fora e acima das mentes de cada sujeito que integra a sociedade.

    Portanto, para Durkheim, a ideologia é negativa porque nasce de uma noção "pré-científica" e, por isso mesmo, imprópria para o estudo objetivo da realidade social.

    A ideologia segundo Marx

    A referência ao pensador e filósofo alemão Karl Marx, é muito importante para qualquer estudo sobre os significados do termo ideologia. O estudo mais relevante de Marx sobre o tema é o texto chamado de "A Ideologia Alemã". Para Marx, a produção das idéias não pode ser analisada separadamente das condições sociais e históricas nas quais elas surgem.

    Em "A Ideologia Alemã", o fundador do marxismo dirige inúmeras críticas a vários filósofos e ideólogos alemães justamente para demonstrar que o pensamento, as idéias e as doutrinas produzidas por eles não são neutras. Muito pelo contrário, elas estão impregnadas de noções, isto é, de ideologias provenientes das condições sociais particulares da Alemanha daquele período.

    Marx também distingue tipos de ideologias que são produzidas: política, jurídica, econômica e filosófica. Com base nos pressupostos teóricos do materialismo histórico, o pensador alemão demonstra que a ideologia é determinada pelas relações de dominação entre as classes sociais.

    Ao se referir à ideologia burguesa, Marx entende que as idéias e representações sociais predominantes numa sociedade capitalista são produtos da dominação de uma classe social (a burguesia) sobre a classe social dominada (o proletariado).

    A existência da propriedade privada e as diferenças entre proprietários e não-proprietários aparecem, por exemplo, nas representações sociais dos indivíduos como algo que sempre existiu e que faz parte da "ordem natural" das coisas. Essas representações sociais, porém, servem aos interesses da burguesia, classe social que controla os meios de produção numa sociedade capitalista.

    Função social da ideologia

    Na perspectiva marxista , a ideologia é um conceito que denota "falsa consciência": uma crença mistificante que é socialmente determinada e que se presta a estabilizar a ordem social vigente em benefício das classes dominantes. Quando a ideologia da classe dominante sofre sérios abalos, devido ao surgimento de conflitos sociais (contradições sociais), há riscos de ocorrer uma ruptura da ordem social vigente por um movimento revolucionário.

    Historicamente, a burguesia também foi uma classe revolucionária que rompeu com a ordem social do feudalismo e impôs o modo de produção capitalista. Portanto, Marx argumenta que na ordem social capitalista, o proletariado, ou seja, todos aqueles que não são proprietários dos meios de produção e precisam vender sua força de trabalho para sobreviver - são os sujeitos depositários da esperança de uma ruptura revolucionária.

    Para que isso ocorra, entretanto, o proletariado precisa primeiramente romper com a ideologia burguesa. E isso só se torna possível quando ele toma consciência de sua condição de classe dominada e explorada.

    Uso corrente do termo "ideologia"

    Nas pesquisas sociológicas empíricas (ou seja, de caráter não-teórico), é bastante comum o emprego do termo ideologia. Porém, ele é utilizado como recurso metodológico.

    O objetivo é somente descrever o conjunto de idéias, valores ou crenças que orientam a percepção e o comportamento dos indivíduos sobre diversos assuntos ou aspectos sociais, como, por exemplo, as opiniões e as preferências que os indivíduos têm sobre o sistema político vigente, a ordem pública, o governo, as leis, as condições econômicas e sociais, entre outros.
    *Renato Cancian é cientista social, mestre em sociologia-política e doutorando em ciências sociais. É autor do livro "Comissão Justiça e Paz de São Paulo: gênese e atuação política - 1972-1985".

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    Escrito por Adelson às 2:08 PM [ ] [ envie esta mensagem ] []

     
     

    Biologia

    Câncer - tipos mais comuns

    Doença tem grande incidência no Brasil

    Alice Dantas Brites*
    Câncer é o nome dado a mais de 100 doenças que afetam diversos órgãos e tecidos, e que têm em comum a multiplicação celular anormal. Esta divisão descontrolada forma massas celulares chamadas de tumores. As células cancerígenas podem se espalhar do seu local de origem para outras partes do organismo num processo chamado de metástase.

    Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre os anos de 2008 e 2009 ocorrerão mais de 400.000 novos casos de câncer no Brasil. Dentre esses casos, o instituto estima que, entre os homens, o maior número de ocorrências, cerca de 49.000, será de câncer de próstata. Já entre as mulheres a estimativa é de mais de 49.000 novos casos de câncer de mama. No total, devem ser mais de 460.000 casos de câncer na população brasileira.

    A seguir, conheceremos um pouco sobre alguns tipos de câncer com grande incidência no Brasil: leucemia, câncer de mama e câncer de próstata.

    Leucemia

    O nome leucemia serve para designar o câncer que afeta os glóbulos brancos (leucócitos) do sistema imunológico. Como existem diferentes tipos de glóbulos brancos - por exemplo, linfócitos e neutrófilos -, podemos dizer que existem vários tipos de leucemia.

    No entanto, todas as leucemias se caracterizam pela multiplicação anormal de glóbulos brancos fabricados pela medula óssea. Esse crescimento anormal prejudica a produção dos demais elementos do sistema sanguíneo, as hemácias e as plaquetas. Assim, o portador de leucemia freqüentemente apresenta problemas de cicatrização e anemia. Porém, além de se multiplicar em grande quantidade, os leucócitos produzidos são deficientes e não atuam na defesa do organismo. Portanto, o sistema imunológico fica seriamente comprometido.

    De acordo com a manifestação e evolução dos sintomas, fala-se em leucemia aguda ou crônica. A aguda caracteriza-se por uma forte manifestação dos sintomas, como hemorragias, anemia e infecções constantes. Já na leucemia crônica, a evolução se dá lentamente, de forma que tais sintomas não se manifestam e a doença só é detectada através de resultados anormais de exames sanguíneos.

    O diagnóstico geralmente é realizado através de uma combinação de exames que incluem exames físicos, de sangue, biópsias (remoção e exame de tecidos ou células vivos), entre outros. Dependendo do tipo de leucemia e das características pessoais do paciente, o tratamento pode ser realizado através de radioterapia, quimioterapia, transplante de medula ou uma combinação dessas técnicas.

    Câncer de mama

    O câncer de mama ocorre quando as células da glândula mamária se multiplicam de forma anormal, provocando a formação de tumores malignos. O câncer de mama é muito raro em homens. Acredita-se que isso ocorra pelo fato de o estrógeno, um hormônio feminino, ser um estimulante da multiplicação das células mamárias, estando envolvido no desenvolvimento desse tipo de câncer.

    Os motivos que levam a essa multiplicação anormal e, conseqüentemente, ao câncer de mama, não estão totalmente elucidados. Porém, sabe-se que existem alguns fatores que aumentam a probabilidade de desenvolvimento da doença. Entre eles estão: a idade - a maior incidência desse tipo de câncer ocorre em mulheres acima dos 65 anos -, histórico familiar - ou seja, a predisposição genética - e, aparentemente, mulheres que nunca tiveram filhos, pois apresentam uma maior propensão ao desenvolvimento da doença.

    O primeiro sintoma do câncer de mama é a presença de um pequeno nódulo nos seios. Porém, a presença de nódulos não significa necessariamente a presença de câncer, podendo ser um cisto ou um tumor benigno. Quanto mais cedo é realizado o diagnóstico, maiores são as chances de cura.
    Portanto, ao notar qualquer alteração nos seios é importante que se procure um médico, para que este realize os exames necessários. Geralmente, o médico realiza inicialmente um exame físico, seguido de uma mamografia (técnica que utiliza raios X para analisar o tecido das mamas) e, se necessário, de uma biópsia para avaliar a natureza do nódulo. Mesmo sem apresentar nódulos palpáveis, recomenda-se que as mulheres, a partir dos 40 anos, ou mais cedo no caso de histórico familiar, realizem mamografias periódicas.

    O tratamento do câncer de mama depende de diversos fatores, como o estágio de desenvolvimento do câncer, a presença de metástase, a idade e o histórico médico da paciente. Assim, pode ser realizado o tratamento através de medicamentos contendo hormônios e quimioterápicos, associados ou não a sessões de radioterapia. A remoção cirúrgica do tumor também pode ser necessária, seguida de quimio ou radioterapia.

    Câncer de próstata

    A próstata é uma glândula do aparelho reprodutor masculino, responsável pela produção do líquido espermático. O câncer de próstata corresponde à multiplicação anormal das células dessa glândula, que acaba por aumentar de volume.

    O crescimento da próstata comprime a bexiga, provocando alguns sintomas como dificuldade e dor para urinar, sensação constante de bexiga cheia, disfunção erétil, entre outros. O câncer de próstata pode se espalhar para outras partes do corpo, sendo que é comum que a metástase atinja o sistema linfático.

    Alguns fatores aumentam a probabilidade do desenvolvimento da doença. Entre eles, podemos citar a idade - sendo mais comum em homens com mais de 50 anos -, a predisposição genética - a ocorrência da doença em parentes próximos aumenta em até 20% a probabilidade de desenvolvimento desse câncer - e dietas desbalanceadas e ricas em gorduras, entre outros.

    Assim como os demais tipos de câncer, um diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento bem-sucedido. Portanto, recomenda-se que, a partir dos 50 anos, os homens realizem periodicamente exames capazes de detectar a presença de câncer.

    Esses exames consistem no exame de toque retal e um exame de sangue, que detecta a presença do "antígeno prostático" (PSA), que pode se alterar na presença da doença. Dependendo dos resultados, o médico urologista pode solicitar outros exames, como, por exemplo, uma biópsia para analisar a presença de células cancerígenas em amostras de tecidos da glândula.

    Ainda há grande resistência e preconceito, por parte da população masculina, em realizar o exame de toque, fator que contribui para os índices elevados dessa doença na população mundial.

    Assim como os demais tipos de câncer, o câncer de próstata pode ser tratado através de uma série de técnicas. Dependendo do estágio da doença e de características pessoais do paciente, pode ser realizado um tratamento à base de hormônios, quimioterapia, radioterapia, remoção cirúrgica do tumor, ou, ainda. através da combinação desses tratamentos.

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    Escrito por Adelson às 1:59 PM [ ] [ envie esta mensagem ] []

     
     

    Biologia

    Câncer - origem, tratamento e prevenção

    Vida saudável diminui as chances de ter a doença

    Alice Dantas Brites*

    Câncer é o nome dado a um vasto grupo de doenças que têm em comum a multiplicação anormal de células do próprio organismo. Essa proliferação descontrolada provoca a formação de uma massa celular denominada tumor.

    O tumor é chamado de benigno quando suas células não se alastram pelo organismo. Porém, no caso do câncer, o tumor é chamado de maligno, pois suas células se espalham através da corrente sanguínea ou do sistema linfático, atingindo novas regiões do corpo e formando outros tumores.

    Esse processo de propagação e formação de novos tumores é denominado metástase. No caso dos tumores benignos, a cura pode ser obtida através de sua remoção cirúrgica. Porém, quando se trata de um tumor maligno, o tratamento se torna mais difícil, pois é necessário eliminar todos os focos de metástase no organismo.

    Existem mais de cem formas de câncer, que são classificadas de acordo com a sua origem. A divisão principal inclui grandes grupos, os quais se subdividem de acordo com a região do corpo e o tipo específico de célula que dá origem ao câncer.

    Assim, temos quatro grandes grupos: carcinomas, que correspondem aos cânceres originados a partir de células epiteliais; sarcomas, que são os cânceres originados a partir do tecido conjuntivo ou muscular; cânceres do sistema linfático ou hematopoético; e cânceres do sistema nervoso central.

    O câncer se origina a partir de uma única célula - ela sofre uma série de mutações que a levam a se replicar além do normal. Para que o tumor possa ser detectado através de exames químicos ou de raios X, é necessário que esta célula primordial já tenha originado bilhões de novas células cancerígenas.

    Tratamento

    O tratamento depende do tipo de câncer, do grau de metástase e de características individuais do paciente, como idade e histórico médico. Basicamente, existem três opções: a radioterapia, a quimioterapia e as intervenções cirúrgicas. Muitas vezes, utiliza-se uma combinação dessas três técnicas. Porém, nem sempre esses tratamentos conseguem eliminar completamente o tumor e as metástases.

    A radioterapia consiste na utilização de radiação para eliminar as células cancerígenas e impedir a sua proliferação pelo organismo. A radiação interfere no DNA da célula cancerígena, impedindo seu processo de divisão ou determinando a morte celular, quando esse processo se inicia. Atualmente, existem métodos computadorizados para a aplicação da radiação, de forma que se atinja precisamente o tumor, aumentando a probabilidade de sua eliminação.

    Na quimioterapia são utilizados medicamentos administrados por via oral, de aplicação tópica ou através de injeções intravenosas, subcutâneas, ou no liquor da medula espinhal. Através da circulação sanguínea ou da simples difusão, os quimioterápicos se espalham por todo o organismo e atingem as células cancerígenas. As substâncias contidas nesses medicamentos prejudicam a divisão ou causam a morte celular programada (apoptose). Assim, dificultam o crescimento, principalmente, das células que se multiplicam rapidamente.

    A quimioterapia possui a vantagem de atingir as células tumorais em todas as regiões do corpo. Porém, pode afetar também outras células de crescimento rápido, como as células epidérmicas, sanguíneas e do epitélio do sistema digestivo. Dessa forma, alguns dos possíveis efeitos colaterais do tratamento são: queda de cabelo, diminuição do número de células sanguíneas e disfunções do aparelho digestivo.

    Em diversos casos o tumor é removido cirurgicamente e, em seguida, é realizado o tratamento através da radioterapia ou da quimioterapia, ou ainda da combinação entre ambas. Em alguns casos, também pode ser realizado o transplante do órgão ou tecido afetado. É o caso do transplante de medula óssea realizado em alguns pacientes com leucemia, um tipo de câncer que ataca os glóbulos brancos do sistema imunológico.

    Prevenção

    Muitos tipos de câncer podem ser combatidos através de medidas preventivas. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a adoção de hábitos de vida saudáveis - como uma alimentação balanceada, rica em vegetais, e a prática regular de exercícios - pode contribuir para a redução, ao menos, de 40% da chance de desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

    Não fumar ou parar de fumar é outro fator muito importante na prevenção, pois, muitos casos de câncer - por exemplo, de boca ou de pulmão - são provocados pelas substâncias tóxicas encontradas no cigarro.

    Os raios UVA presentes na radiação solar são capazes de penetrar em camadas profundas da epiderme, danificando-a e favorecendo o surgimento do câncer de pele. Assim, devemos evitar a exposição ao sol entre 10 e 16 horas, e utilizar sempre proteções adequadas como filtro solar, chapéu e óculos escuros. Para pessoas que trabalham ao ar livre e não podem evitar o sol nesse período recomenda-se, além das proteções relacionadas acima, a utilização de roupas que protejam ao máximo a pele, como calças e camisas de manga comprida.

    Porém, a prevenção de tumores com origem genética só é possível através do diagnóstico precoce. Para tanto, é importante a realização de exames de rotina e também de exames específicos, no caso de pacientes com histórico familiar de algum tipo de câncer. Por exemplo: mulheres a partir dos 25 anos devem realizar o exame ginecológico preventivo (Papanicolau) para diagnosticar o câncer de colo de útero; e, a partir dos 40 anos, devem realizar mamografias periódicas para diagnosticar a presença de câncer de mama.

    Para os homens, recomenda-se a realização de exames para detectar a presença de câncer de próstata a partir dos 50 anos. Cabe lembrar que, para pacientes com históricos familiares de câncer de mama ou próstata, a idade para o início desses exames é menor. Para aqueles com histórico de algum outro tipo de câncer, a realização de exames específicos, como a colonoscopia, também é recomendável.

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    Escrito por Adelson às 1:50 PM [ ] [ envie esta mensagem ] []